A primeira fruta


Pessoal, meu bebê está crescendo muito rápido. Terça volto a trabalhar e quinta ele completa 6 meses!!! Então hoje chegou a hora de começar a Introdução Alimentar.

Rafael vai ficar com a vovó, deixarei leite meu, quero tentar não dar leite artificial para ele (não que ache errado dar, mas eu tenho leite suficiente, porque não tentar né?!), uma questão até de economia, porque oh coisa cara Nans e cia. Vamos nesse primeiro mês oferecer frutas duas vezes ao dia. Comecei hoje.

A pediatra dele me sugeriu algumas frutas: banana (maçã, prata ou catarina), pêra, maçã, mamão, caqui e abacate. Como tinha caqui bem maduro em casa essa foi a opção. Gente…. Guri adorou! Comeu meio caqui de manhã é um inteiro de tarde. Sem cara de nojo, sem cuspir, nada. Confesso que fiquei muito feliz.

Ela me passou chá de ameixa e outros líquidos que vou inserir devagar. Amanhã testarei banana ou mamão. Aí conto para vocês como foi. 

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Saltos de desenvolvimento 

Gente estava sumida, e o principal motivo foi o salto de desenvolvimento dos quatro meses do Rafael. Me deixou quase sem cabelos… 

Mas vamos do princípio, muitas pessoas nem mesmo sabem do que se trata, pois nunca ouviram falar. Esse era o meu caso até o primeiro do Rafael. Vou falar um pouco do que se trata.

Os saltos no desenvolvimento acontecem quando alguma habilidade específica é conquistada (por exemplo: sentar, mudanças na visão, olfato, na linguagem ou desenvolvimento motor). Muitos bebês que dormiam como anjos passam a acordar de hora em hora (o Rafael passou a acordar duas, até três vezes por noite) ao passar por essas fases. Apesar de estarem cansados, a cada ciclo de sono eles despertam, com a intenção de colocar em prática o que aprendeu. Nesse despertar, é comum que precisem dos pais para voltar a dormir (aqui no caso da mamãe e seu poderoso cura tudo mama). Além disso, alguns bebês não sabem como lidar com esse novo aprendizado – ficam nervosos, ansiosos (algumas crianças ficam muito choronas -aqui sempre acontece). 

Eles acontecem em vários momentos, mais ou menos como descrito na tabela abaixo: 

 

Fonte: http://www.quandometorneimae.com
 
No que sobrevivemos agora (sim mães sobrevivem aos saltos de desenvolvimento) dizem ser dos mais longos, podem durar aproximadamente 3 semanas, e é o de quatro meses e meio, ou 19 semanas, tem as seguintes características: 

Dizem ser o salto mais longo. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e busca mais atenção e colo; consegue pegar um brinquedo, sacudi-lo, colocá-lo na boca e passá-lo de uma mão para outra; pode nascer o primeiro dente; consegue emitir sons mais nítidos; dorme menos, estranha as pessoas; busca maior contato corporal enquanto é amamentado; apresenta alterações no sono; consegue virar de costas e de barriga para baixo, se arrastar, olhar para imagens de um livro, reagir ao seu reflexo no espelho e reconhece o próprio nome.

Foi bem cansativo, mas apaixonante, acredito que seja a primeira grande transição do bebê e por isso tão difícil para ele. Ficam quase uns adolescentes (hihihi). Ele agora sabe que eu ele quando se fala Rafael. Pega os brinquedos, tira e põe bico na boca essas coisas. 

Por isso sumi, prometo que volto logo para contar mais dessa viagem louca que é a maternidade.

O Batizado

  
Há dez dias foi o batizado do Rafael. Batizamos na Igreja Católica, religião que somos praticantes, e por isso para nós não era apenas uma formalidade e sim um momento muito especial. 

Os padrinhos foram escolhidos com muito amor, para assumirem a responsabilidade de nós auxiliarem na criação moral e religiosa do Rafael. À cerimônia ocorreu onde eu e o pai dele fomos batizados e nos casamos. Por uma feliz coincidência, foi o mesmo padre que fez algumas cerimônias da minha família, só que em outra paróquia, o que tornou o momento mais especial ainda. 

Reunimos quase que na totalidade as duas famílias, incluindo quem mora longe. Tudo saiu como sonhamos, de maneira simples e com muita harmonia e união. E Rafael segue crescendo (muito) rápido… Se comportou como um mocinho na Igreja e nem chorou no momento da água na cabeça para a consumação do batismo. E lá se foi outro momento marcante na nossa jornada juntos… 

Sobrevivi a saída sem o bebê 

  
Então, Rafael está com quatro meses (completos hoje), e na quarta-feira saímos sozinhos pela primeira vez. Assim como metade da cidade fomos ao show dos Stones. A saída foi planejada por longos três meses, mas mesmo assim a tensão foi grande. 

O bebê ficou com quem de melhor poderia ficar, minha mãe. Ele está super acostumado com ela, mas nunca havia ficado mais de uma hora sozinho com ela, e dessa vez seria na casa dela (como será daqui dois meses). E tinha ainda o mama. Sim Rafael mama exclusivamente peito. E como fazer? E se não pegar a mamadeira? E se não conseguir tirar leite?

Após todos esses dilemas defini que tiraria o leite e congelaria as mamadas necessárias e deu certo. Fizemos um teste antes, e ele mamou tudo. Foi tenso, porque muitos bebês não aceitam mamadeira nem com leite materno, mas graças a Deus não foi o caso. 

Foi maravilhoso, curtir um momento adulto, sem falar em fraldas, banhos e mamas… Porém é estranho. Confesso que a todo momento lembrava dele e a vontade de chorar vinha junto. Minha mãe me manteve informada o tempo todo, mas é angustiante. Mas sobrevivemos.

Ele se comportou como um moço. Dormiu, mamou, brincou. Vovós vovô adoraram. As cachorras da minha mãe também, e elas precisam se acostumar com ele e ele com elas.

Mas a volta não foi tão simples. Ao chegar, baby não me olhava. Chega ser engraçado, não me olhava, magoado. É um misto de tristeza, angústia e graça, porque é super engraçadinho ele demonstrando um sentimento consciente já. E assim veio até em casa quando amamentei. Isso me trouxe à tona a tensão do retorno ao trabalho, que é daqui a pouquinho já, mas isso é tema para outro post. 

Sobre bebê e futebol

  
Quem me conhece sabe, quem não conhece saberá agora: sou gremista desde sempre, mas sou muito gremista, mas casei com um colorado. Tá mas o que isso acrescenta ao tema maternidade? Para esse post tudo, afinal decidimos que Rafael seria colorado desde dentro da barriga, não estamos entrando no mérito de liberdade de escolha, essas coisas que no futuro terão importância, não agora. Agora nós ainda definimos.

Bom, o post é para contar que hoje levamos o Rafael pela primeira vez ao Beira-Rio. Sim levamos, pois ele mama exclusivamente no peito fui junto. Foi mais fácil que imaginei, o piá não estranhou o barulho, nem o movimento. Adorou as luzes, ficou lindo e sorridente no colo do (orgulhoso) pai. Fomos a sensação do evento.

Optamos por não levar bebê conforto ou Sling, foi no colo mesmo. Seguiu suas rotinas, mamou em torno de 20h30, tive de trocar a fralda em seguida, na arquibancada mesmo (esqueci de fazer a foto), montei trocador na cadeira e deu tudo certo. Depois dormiu no colo do papai, não dando a mínima para barulheira.

  
Durante a experiência de amamentar num ambiente tão masculino, um dado interessante: ninguém ficou me olhando ou fazendo comentários, ninguém pediu que me cobrisse ou tentaram me impedir de fazer isso. O que me leva a crer, infelizmente, que o preconceito e incômodos com a amamentação vem das mulheres mesmo.

Mas voltando ao jogo, entramos no gramado e papai enlouqueceu para tirar foto do Rafael sentado no gramado e assim fizemos. Tinha um bebê engatinhando na grama, coisa mais querida. 

  
O Dindo (do Rafael) nos levou e buscou para facilitar a logística e não ser tão desgastante para o bebê. Foi uma noite incrível e meu bebê se mostrou um parceirão dos papais. Pena não poder levar ele junto no show dos Stone, semana que vem….

Sobre os três meses…

  
Confesso que li várias coisas sobre os três meses do bebê e achei que estava preparada para as mudanças, mas não estava. Cadê o bebê que estava aqui agora mesmo? Está crescendo e rápido. Enquanto escrevo, ele dorme no bercinho ao meu lado (que está ficando pequeno, anunciando que a hora de ir pro quarto dele está chegando), e as lágrimas insistem em cair. 

Ele agora me reconhece, e com isso não quer me perder de vista. Quer dormir só mamando, e agarrado em mim, é cansativo, mas confesso que gosto desse grude todo. As mamadas do dia estão mais espaçadas, mas a da noite encurtou. De manhã só dorme no colo. Estou pensando em começar a sair para um passeio pelas manhãs. 

Os choros muitas vezes são recheados de sentimento. Está cheio de enroladas, quer conversar o tempo todo, a coisa mais querida. Ahhh agora ele também tem uma amiga inseparável, a vaquinha Muu, um chocalho de pelúcia que o pai dele apelidou de Muu e ele não larga por quase nada, só pelo mama, chega dormir agarrado na Muu. 

Também não consigo mais fazer nada com ele acordado, pois exige atenção. E também já demonstra suas rotinas. Tem duas sonecas de tarde que são religiosas, às 13h30/14h e às 16h30/17h, que com o retorno ao horário normal foram um pouco adiantadas. E o banho no final da noite, o mama e dormir. Tudo isso precisa ocorrer no mesmo horário de sempre, senão o ranso pega. 

Não é difícil o comportamento dele e sim a mamãe perceber que ele está crescendo e é tudo tão rápido. Ainda bem que não reclamo de (quase) nada e tento curtir ao máximo tudo, as boas e as não tão boas horas. É muito amor envolvido, e é muito bom ser mãe.

Sobre gostar ou não da Maternidade 

Vamos abrir uma polêmica?

Vocês viram esse texto no face?
A menina resolveu se rebelar abertamente sobre todas as frustrações que a maternidade trouxe a ela. E não quis participar do desafio da maternidade no face. Está sendo crucificada por ser sincera, e porque não, expor toda a dor guardada do puerpério, que com quarenta dias (idade do bebê) ainda está no auge. 

Na minha opinião ela está sendo julgada injustamente, quem nunca sentiu alguma daquelas descrições que atire a primeira manadeira. Acho que temos que dar fim à hipocrisia de que tudo são flores na maternidade, porque não são. E sim tem dias que mesmo com toda a ajuda que tenho e amor pelo meu filho, tenho vontade de sair correndo. 

Enfim, se não leu o texto ainda, reproduzo abaixo, e aguardo opiniões sobre o tema.

Retirado do Facebook 

Desafio NÃO aceito! Me recuso a ser mais uma ferrramenta pra iludir outras mulheres de que a maternidade é um mar de rosas e que toda mulher nasceu pra desempenhar esse papel. Eu vou lançar outro desafio, o desafio da MATERNIDADE REAL. De tudo o que as mães passam e as pessoas não dão valor, como se toda mulher já tivesse sido programada pra viver isso. Postem fotos de desconforto com a maternidade e relatem seus maiores medos ou suas piores experiências pra que mais mulheres saibam da realidade que passamos. Dizem que no final sempre acaba tudo bem, mas o meio do processo por muitas vezes é lento e doloroso. 

Primeiramente eu quero deixar bem claro que eu amo meu filho mas to detestando ser mãe. E acho que isso não vai melhorar nem quando ele tiver a minha idade atual. 

Primeiro a gravidez. “Nossa que barriga enorme pra 7 meses”, “esse bebê não vem não?”, “Vicente! Mas pq você escolheu esse nome coitado!”. Pessoas, entendam que grávidas não são patrimônio público! Se o que vcs pensam não vai acrescentar positivamente na vida dela façam o favor de não falarem NADA!!! Até se acrescentar positivamente você deve pensar mil vezes antes de falar. ELA está grávida então ela já se informou sobre o que pode ou não comer e se ela está comendo problema é dela! Não se metam! 

Mas aí, a pobre da mulher pensa que quando nascer vai melhorar, conta os dias até o parto chegar, esses dias que demoram mais do que toda a gestação junta. E quando a hora chega, nada sai como esperado. No meu caso, que sempre defendi com todas as forças o parto normal, afinal, meu corpo foi projetado pra isso, não tive um corpo tão bem projetado assim. Os médicos falavam que o colo do útero estava fechado e o bebê muito alto e que a cesárea seria a opção mais segura. Tudo o que eu precisava pra me sentir um lixo de mulher que não conseguiu fazer o tão raçudo parto normal. Mas quando o parto chega ao fim eu percebi que não é um mar de rosas ter a cesárea(Sinto algumas dores até hoje com 40 dias da cirurgia.) 

Mas nada disso importa mais, tô de frente pro amor da minha vida! (oi? ) Tudo que eu senti foi uma tremedeira descontrolada que eu não sabia se era medo ou frio. E quando a médica perguntou o que eu achei do bebê, eu não tive coragem de dizer que tinha sido o bebê mais feio que eu já tinha visto e só perguntei se ele era perfeito. Quando ela disse que sim eu apaguei e quando despertei aquela criança cinza não estava mais perto de mim. Meu filho só voltou pra mim depois de algumas horas e com ele vieram mil regras e informações que eu tinha que absorver em minutos (tudo isso partida ao meio e sem poder me mexer). 

Mas agora estamos em casa. Aqui eu vou poder curtir meu filho. Errado de novo! Mais gente querendo se meter de como você deve fazer as coisas. E você, recém operada e cheia de dores, onde encontra as forças pra debater? E nos dias que ele simplesmente grita aos prantos, a mãe tem meio que uma obrigação de saber o que ele tem. “É cólica? É refluxo? É manha? Mas como assim?! vc que é mãe tem que saber!” 

E por último, mas não menos importante: a amamentação! “Mãe que é mãe tem que amamentar! Tem que sentir a maravilha que é ser o alimento do seu filho”. Hoje eu consigo amamentar com um pouco menos de dor, mas não torna as coisas mais fáceis. Meu filho mama TODA hora. E às vezes por uma hora inteira. “Mas seu leite não deve estar sustentando!” Nas horas que eu ouço isso eu sinto um anjo me segurar pra não voar em quem falou! Meu leite sustenta sim, obrigada! E quem não amamenta, ou pq não quer ou pq não conseguiu não é mais ou menos mãe do que eu ou do que vc que amamentou seu filho até os 30 anos de idade. 

Eu admito que reclamo disso tudo de barriga cheia. Tenho muita ajuda, não preciso fazer comida, cuidar da casa, lavar e nem passar roupa. Mas mesmo assim passo mts dias sem nem pentear o cabelo, substituindo biscoitos por refeição e agora cada segundo de sono é o que me faz ter um mínimo de sanidade mental. Eu aplaudo em pé todas as mães, sem exceção, mas acho irracional e sadoquista gostar dessas coisas. Então , sim, destesto ser mãe. Até porque passamos por isso tudo para ainda chegarem para você e falarem que seu filho é a cara do pai?